
A saga judicial envolvendo o empresário Thiago Brennand ganha um novo capítulo. Em 2024, ele foi condenado a oito anos de prisão por estupro contra uma massagista em Porto Feliz. Contudo, a decisão foi revogada em outubro, deixando o caso em aberto. Recentemente, a Justiça o condenou a oito anos e dois meses de prisão por estupro ocorrido em 2016, em São Paulo, além de determinar o pagamento de R$ 100 mil de indenização à vítima.
O relato da vítima
A vítima, identificada como Cohen, compartilhou detalhes chocantes em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo. Ela relatou ter conhecido Brennand em um restaurante em São Paulo, enquanto celebrava a conquista de um concurso de miss com amigas.
Segundo Cohen, após o encontro, Brennand a adicionou no Instagram e a cortejou intensamente, apresentando-se como um cavalheiro. Ele a convidou para jantar e, ao final da noite, pediu duas caipirinhas de caju. A partir daí, Cohen relata ter ficado extremamente tonta, acreditando ter sido vítima do golpe “Boa noite, Cinderela”.
Completamente desorientada, Cohen foi levada por Brennand para um hotel desconhecido, onde, segundo seu relato, ocorreu o estupro, incluindo relação anal forçada e sem preservativo.
“Ele foi até mim, me acolheu. E ele me levou embora para um lugar que até então eu não conhecia. Um hotel. E aí foi a pior noite da minha vida porque ele me estuprou. Ele forçou relação anal. Sempre sem preservativo, sem nenhum tipo de preocupação com aquilo que poderia fazer comigo” – disse Cohen em entrevista.
Quem é Thiago Brennand?
Thiago Brennand provém de uma família tradicional do Recife, sendo filho do médico e empresário José Aécio Fernandes Vieira e de Joana Brennand Tavares da Silva. A família Fernandes Vieira é conhecida por fundar um dos principais grupos privados de saúde de Pernambuco.
Na década de 1960, os irmãos José Aécio e Francisco Eustácio iniciaram serviços clínicos no Nordeste, incluindo atendimentos à Usina Trapiche, administrada pelo irmão Sávio. Em 1979, inauguraram o Hospital Santa Joana, seguido pelo Memorial São José dez anos depois, tornando-se referências para pacientes das classes A e B.
Em 2015, o grupo alcançou um faturamento de R$ 400 milhões, negociando suas operações com a Amil e a Rede D”Or, mas mantendo a posse dos imóveis. Após a venda, Francisco Eustácio e seus filhos diversificaram os negócios em saúde, agronegócio e tecnologia por meio da holding Evipar, enquanto José Aécio e seus herdeiros permaneceram à frente da construtora e imobiliária Órea.












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