Pandemia da Covid-19 gera novo perfil de investidor financeiro, com mais jovens

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Diferentemente de outras crises econômicas que o Brasil e o mundo já enfrentaram, a provocada pela pandemia da Covid-19 tem uma natureza diferente e fez muitos cenários, sem qualquer previsão, mudar de direção. A economia ainda tenta se erguer em muitos setores, e o mercado financeiro dá sinais de retração. Mesmo diante disso, desde o início da pandemia, a bolsa brasileira registrou mais de 900 mil novos CPFs cadastrados, elevando para quase três milhões o número de investidores no país. O novo perfil é de pessoas mais jovens e com objetivos a longo prazo.

Segundo o assessor financeiro Daniel Lins, da Zargo Investimentos, mesmo com uma queda de 60% na bolsa no auge da pandemia, a explicação para essa alta seria a queda na taxa básica de juros. “Essa avalanche de novos cadastros pessoas físicas é algo nunca visto antes em cenário de crise. Com o menor patamar (2% ao ano), a Selic diminuiu a rentabilidade das tradicionais aplicações de renda fixa, levando novos investidores a tomar risco visando o maior retorno”, explica.

Outro dado que chama a atenção do mercado é o perfil desse novo investidor. “Pessoas cada vez mais jovens, entre 16 e 45 anos, que vislumbram objetivos a longo prazo. São pessoas também que passaram a buscar mais informação sobre o mercado financeiro”, comenta. O assessor financeiro chama a atenção para os cuidados que esses novos investidores devem tomar. “Entender seu perfil de risco, sabendo que investimentos em ações tem volatilidade e pode ocasionar perdas. Além disso, montar uma carteira diversificada”, orienta.

Fonte: Diário de Pernambuco

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