Ninguém é intocável e quem cometeu erros terá de responder por eles, avalia comando do Exército sobre operação da PF

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Conheça os alvos da operação sobre tentativa de golpe em 2022
Em relação à operação da Polícia Federal que mira militares da ativa e da reserva nesta quinta-feira (8), o Ministério da Defesa e o Comando do Exército fazem questão de dizer que “ninguém é intocável” e “quem enveredou pela senda da ilegalidade terá de responder por seus atos”.
Na avaliação da equipe do comandante do Exército, Tomás Miguel Paiva, “condutas individuais são tratadas individualmente” e ninguém está acima da lei.
Entre as decisões da PF desta quinta, autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, há mandados de prisão contra três militares da ativa:
os coronéis Bernardo Romão Corrêa Netto e Marcelo Costa Câmara;
e o tenente-coronel Rafael Marins de Oliveira.
A ação também mira militares da reserva, como os ex-ministros Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, todos generais e que foram assessores da confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os ex-comandantes do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, e da Marinha, Almir Garnier Santos, também são alvos da investigação.
O Ministério da Defesa e o Comando do Exército já estavam informados que uma operação atingiria militares da reserva e da ativa.
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O general Tomás Paiva tem dito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que nenhum militar que tenha cometido ilegalidades durante o governo Bolsonaro e relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro receberá qualquer tratamento diferenciado, e terá de responder pelos seus atos.
O general tem destacado que não há nada relacionado à equipe atual do Exército nem do Ministério da Defesa, e que esses atos de ilegalidades foram cometidos durante o governo passado e sob orientação da equipe do ex-presidente.
Entre militares da ativa, a avaliação é que a pior situação dentro da tropa é do general Paulo Sérgio Nogueira, que foi comandante do Exército e ministro da Defesa. Ele tinha uma excelente reputação, mas acabou aderindo às teses bolsonaristas.
Em relação aos generais Braga Netto e Augusto Heleno, eles já estavam alinhados, na avaliação da equipe do ministro José Múcio, ao governo Bolsonaro e sua estratégia de tentar permanecer no poder.

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