JBr aposta na inovação para manter longevidade

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50 anos do Jornal de Brasília, você vai saber como estão sendo os desafios para conciliar a qualidade do impresso com a velocidade do online

Gabriel de Sousa
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Ao longo da semana, levamos até você, leitor, histórias e fatos que marcaram a nossa trajetória nestes 50 anos. Na última reportagem desta série, queremos ressaltar que desde a inauguração, quando impressionamos a todos com o que havia de mais moderno em termos de tecnologia gráfica, o Jornal de Brasília segue firme e em conexão permanente com o seu tempo. O mundo muda em velocidade impressionante, e nós sempre estivemos e estaremos atentos a essa revolução.

Com o advento da internet e do jornalismo digital, que possibilitou aos leitores acesso a novas informações em questões de segundos, o JBr decidiu implantar um empreendimento ousado, criando um site de notícias que pudesse transmitir as suas notícias de forma rápida, e com esperança. A iniciativa se mostrou um sucesso, fazendo com que, hoje, o jornaldebrasilia.com.br seja um portal de grande acesso no Distrito Federal e em todo o país, tomado emprestado o prestígio herdado do jornal impresso.

Para o jornalista Lindauro Gomesque desde 2019 atua como editor do site do Jornal de Brasília, pois duas formas de jornalismo são necessárias para informar a população brasiliense com o máximo de eficiência e qualidade. Segundo ele, o trabalho de um complemento o do outro, e ambos possuem um mesmo propósito: ser de Brasília e para Brasília, como aliás é o slogan do JBr.

“Você tem um jornal que vai completar meio século de vida, tradicional, que faz parte da vida da cidade e das pessoas. Por outro lado, você tem também um outro braço deste mesmo veículo com toda a modernidade e embarque de tecnologia que a mídia precisa”, explica o jornalista.

O editor comenta que coordenar um site de notícias, que tem como objetivo principal deixar bem controlado a população da capital do país, e com agilidade, é um grande desafio. A superação dos obstáculos que surgem está na união e profissionalismo de seus colaboradores, além de um bom relacionamento com comunicadores comunitários incorporados por todas as regiões administrativas do Distrito Federal.

“A gente tem vários parceiros. Em todas as cidades, temos algum “embaixador”, que é a forma como a gente chama esses parceiros. Então, realmente esse contato entre sociedade, comunidade, jornal e Brasília está sempre muito junto. Então, a gente tenta fazer com que a notícia chegue cada vez mais rápida diante do interesse da sociedade”, concluiu o editor.


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DNA de Brasília

De acordo com Renato Matsunaga, diretor-superintendente do JBr, o veículo mantém o espírito incessante pela busca daquilo que é de interesse da comunidade local, sentimento que motivou a sua inauguração em 1972. Segundo ele, a importância do jornal pode ser explicada pelo fato dele ser feito propriamente para Brasília. “Tem em seu DNA a cobertura local e a proximidade com o público do Distrito Federal e que registra desde 1972 os principais acontecimentos do DF”, ressalta Matsunaga.

Tanto o jornal quanto Brasília cresceram e alcançaram a maturidade com glórias e desafios, e a relação entre os dois se mostrou necessária para uma existência mútua. “São 50 anos acompanhando, fiscalizando, noticiando e registrando a história em nossas páginas, seja na forma impressa ou digital”, destaca o diretor-superintendente.

O futuro do veículo, para Matsunaga, deve seguir junto com os avanços que a modernidade possibilita para o mercado da comunicação. O jornal, garante ele, buscará crescer nas plataformas digitais, além de continuar se adaptando ao mundo multimídia e às novas tecnologias e formas de comunicação que surgem diariamente: “Serão fundamentais para que o jornal possa seguir por muitos e muitos anos na vida da cidade ”.

Já pensando no futuro

Para conseguir chegar a esta marca de longevidade que está sendo homenageada, foi necessário superar momentos difíceis que colocaram em risco até mesmo a continuidade do Jornal de Brasília. Possivelmente, por circunstâncias de um período recente, o veículo não estaria completando meio século de história neste mês de dezembro.


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“Estava fadado a fechar”. Quem destaca é o empresário Lourenço Peixotodiretor do Grupo Jornal de Brasíliaque relembra a situação financeira delicada em que o jornal se encontrava em 2000, quando assumiu o controle da empresa do grupo Jaime Câmara, fundador do JBr em 1972.

novos olhares

Após adquirir o veículo, Lourenço decidiu dar novos olhares para a sua atuação. O seu desejo era que os jornalistas se voltassem mais para as outras cidades que formavam o DF, e não apenas para os órgãos públicos que ficam na Esplanada dos Ministérios. “Desde que eu comprei, sempre foi voltado para a capital federal como cidade e para quem habita aqui. Não como centro do poder, mas sim como uma cidade viva, uma grande metrópole com mais de três milhões de habitantes”, afirma.

Uma das suas principais ações após a aquisição do JBr, lembra o diretor, foi a criação do Na Hora H!, que é um símbolo de jornalismo financeiramente acessível, e também o fortalecimento do portal de notícias digital, o que deu um novo norte para as metas e atuações do grupo. “Desde 2000 até hoje, o Jornal de Brasília cumprir, cumprir e cumprir sempre com o papel de estar defendendo e espelhando a nossa cidade nele”, enfatiza o editor .

O futuro do veículo também reserva novas iniciativas que apostam em formas inovadoras de se fazer jornalismo. Lourenço Peixoto afirma que o jornal impresso continua circulando de forma ativa, e que pretende consolidar um novo modelo que ainda está em planejamento, engrandecendo ainda mais toda essa história que começou em 10 de dezembro de 1972.


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O grande papel das bancas de jornais

Além dos repórteres, editores e toda a soma de colaboradores, é necessário o empenho de outros profissionais para que a informação chegue até os cidadãos de Brasília.

O prestígio que o Jornal de Brasília alcançado neste meio século não seria possível, por exemplo, sem o árduo trabalho dos donos e donas de bancas de jornais e revistas. Estes empreendedores, muitos deles pioneiros, que desde a inauguração de Brasília montaram os seus negócios apostando neste segmento da informação, com certeza fazem parte da construção da cultura brasiliense.

Uma das bancas que até hoje participa ativamente da nossa história é a tradicional Banca do Samuel, localizado na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. Inaugurado na década de 1960, o local vende nossos jornais desde a primeira edição, em 1972.


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Segundo a vendedora Elisângela Oliveira, funcionária da banca há 22 anos, além das novas gerações que dividem o interesse pelas publicações em papel com o noticiário digital, os brasilienses mais antigos, que viveram o ápice do jornalismo impresso, também não abrem mão de comprar diariamente o JBr para começarem o dia bem informados. “Eles chegam aqui, pegam o jornal e já vão”, comenta Elisângela.


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As bancas, assim como o jornal impresso, continuam sendo o objeto de desejo de muitos leitores da cidade, mesmo diante do advento dos meios digitais.

Morador de Planaltina de Goiás, o funcionário de supermercado Nilson Oliveira diz que costuma comprar o JBr para ler as suas páginas de esportes. Entusiasmado pela Copa do Mundo, o leitor, que conversou com uma reportagem quando adquria um exemplar na banca uma palavralocalizado no início da W3 Sul, destaca que o papel ainda permanece sendo uma boa forma de proteger a leitura, além de fornecer um sentimento único na interação com as notícias.

Além disso, Nilson afirma que o veículo costuma apresentar notícias da sua cidade. Apesar de ser “de Brasília”, ele diz que o JBr reconhece a importância do Entorno do DF em suas reportagens. “Eu gosto muito de ver as novidades da minha cidade. É muito bom ver, não só pela televisão, como também pelo jornal. É a realidade que a gente tá podendo ver, eu acho isso muito interessante”, frisa o rapaz.

Em Taguatinga, outro leitor que compra regularmente o Jornal de Brasília é o professor de ingles Edison Marcos, que diz ser “apaixonado” por notícias impressas em papel. A sua paixão veio de família: o pai colecionava jornais que circulavam na capital federal, e passou o traje para o filho, que diz ter aprendido a ler a partir das manchetes dos jornais.

“Meu pai colecionava todos os jornais que saiam. Ele dizia que era importante a gente guardar o que aconteceu no passado para a gente entender o que seria o futuro. Estou tentando ler o Jornal de Brasíliaa Folha de S.Paulo e outros jornais que eu aprendi a ler”, explica o professor.

O traje da infância de Edison se mantém até hoje. Antes de ir para o trabalho, ele passa em uma banca para “estar por dentro do que estão fazendo”. O JBr, segundo ele, é o seu preferido por mostrar, de forma direta, o que é de interesse da comunidade brasiliense. “Ele fala mais sobre o que a gente quer saber. Novidades da economia dos pequenos empresários, o que acontece nas cidades, e também sobre os concursos públicos”, conclui.

De olho em quem mais precisa

Fora da redação, o Jornal de Brasília também se destaca por sua forte atuação social, concentrada no projeto “JBr do Bem”, que promove ações beneficentes em favor das comunidades carentes do Distrito Federal e do Entorno.

Um dos idealizadores da iniciativa é o consagrado colunista social Marcelo Chavesque trabalha no veículo há mais de duas décadas e, ao longo do seu período como colaborador, decidiu empreender ações filantrópicas para membros da nossa comunidade que forneceram algum auxílio, como instituições de caridade e pessoas em situação de rua.

“Fazemos a campanha do Natal, com a arrecadação de brinquedos, cestas básicas e panetones. oferecemos a da Volta às Aulas com kits de material escolar, a campanha de inverno, com a arrecadação de cobertores, ea do leite em pó e produtos para as mães e recém-nascidos carentes”, enumera Chaves.

O”JBr do Bem” é possível graças ao apoio financeiro de leitores, colaboradores e apoiadores do jornal. Neste final de ano, a ação busca ajudar crianças e idosos carentes, pessoas que padecem de enfermidades graves e também moradores em situação de rua. Para isso, serão arrecadados brinquedos novos, panetones e cestas básicas para garantir que mais famílias tenham festas felizes. “É um trabalho engrandecedor”, ressalta Marcelo Chaves.

Que todos tenham um belo Natal!

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