Dengue em Campinas: mapa mostra área onde incidência é 23 vezes maior que 'taxa de epidemia'

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Metrópole registra 33,5 mil infectados e 4 mortes até esta sexta (29), na 3ª maior epidemia da doença em sua história; região do centro de saúde Jd. Lisa é a que concentra maior incidência da cidade. Centro de Saúde do Jardim Lisa, em Campinas (SP): área atendida pela unidade básica concentra maior incidência de casos de dengue na metrópole
Carlos Bassan
O avanço da dengue em Campinas (SP) faz com que algumas regiões apresentem incidência de casos até 23 vezes maior que a taxa que indica epidemia da doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
É o caso da região do Centro de Saúde do Jardim Lisa, que fica no distrito de saúde Noroeste, e registra incidência de 7.062 casos para cada 100 mil habitantes.
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Para efeito de comparação, acima de 300 casos para cada 100 mil habitantes é um índice considerado alto por especialistas.

Já quem o recorte é o número total de casos, a região do Centro de Saúde do Jardim Eulina é a que concentra o maior número de moradores infectados, com 1.199.
De acordo com o painel de monitoramento de arboviroses, da prefeitura de Campinas, a incidência na metrópole é de 2.747,9 para cada 100 mil habitantes.

3ª maior epidemia
Campinas contabiliza 33.525 casos de dengue até esta sexta-feira (29). O número desde janeiro já é o maior da história do município para um 1º trimestre, de acordo com o Departamento de Vigilância Epidemiológica (Devisa).
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A cidade vive a terceira maior epidemia da série histórica, que começou a ser contabilizada desde 1998. Até agora, quatro pessoas já morreram pela doença este ano. No último sábado (23), a metrópole havia superado os números de 2019, quando foram 26.341 confirmações. Veja detalhes:

Reforço no atendimento
A pressão na rede pública de saúde fez Campinas anunciar, na semana anterior, ampliação do horário de funcionamento de postos aos finais de semana para atender casos suspeitos de dengue. A medida serve para desafogar os hospitais e unidades de pronto atendimentos municipais.
Serão 10 unidades funcionando aos sábados, com períodos específicos para receber sintomáticos da doença, além de um centro de saúde aberto aos domingos – veja relação abaixo.
Postos abertos neste sábado (30)
CS Florence
CS Valença
CS Ipê
CS Aeroporto
CS Capivari
CS Santo Antônio
CS União de Bairros
CS Aurélia
CS São Quirino
CS Campo Belo

Mutirão
Neste sábado (30), Campinas realiza o 9º mutirão contra a dengue realizado pela prefeitura. A mobilização vai percorrer imóveis de dez regiões:
Vila 31 de Março
Parque Brasília
Vila Lafayette Álvaro
Jardim Boa Esperança
Vila Tofanello
Jardim Madalena
Jardim Conceição
Jardim Líria
Parque Imperador
Jardim Flamboyant
Campinas lidera número de casos de dengue em 2024 na região
Reprodução/EPTV
Estado de emergência
No início de março, a Prefeitura de Campinas decretou estado de emergência para dengue. A medida permite a adoção de ações necessárias à contenção do aumento de casos com maior flexibilidade, ou seja, sem necessidade de licitação.
Entre as ações, estão direcionamento de recursos financeiros e agilidade na compra de insumos, soro e materiais para nebulização, além de pagamento de horas extras e eventual contratação de efetivo para reforçar a assistência.
Quando procurar atendimento?
Em fevereiro a cidade já havia anunciado mudanças nos protocolos de atendimento. Desde então, a orientação é de que pacientes com febre busquem atendimento no centro de saúde mais próximo.
Antes, a recomendação da prefeitura era que os moradores procurassem atendimento médico quando o paciente apresentasse febre e mais dois sintomas associados, como dor de cabeça, dor no corpo, náusea, vômito, manchas no corpo, dor articular e dor atrás dos olhos.
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Já os pacientes que, além da febre, apresentarem tontura, dor abdominal intensa, vômitos frequentes, suor frio e sangramentos devem recorrer a um pronto-socorro ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Pela primeira vez na história, circulam três sorotipos simultâneos na cidade: 1, 2 e 3. A Secretaria de Saúde destaca que os moradores não devem subestimar os sintomas.
Larva do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e da chikungunya
Rogério Capela/Divulgação
Orientações à população
🌡️ A dengue causa febre alta e repentina, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, vômito e diarreia, resultando em desidratação. Veja algumas das medidas de prevenção:
Utilize telas de proteção com buracos de, no máximo, 1,5 milímetros nas janelas de casa;
Deixe as portas e janelas fechadas, principalmente nos períodos do nascer e do pôr do sol;
Mantenha o terreno limpo e livre de materiais ou entulhos que possam ser criadouros;
Tampe os tonéis e caixas d’água;
Mantenha as calhas limpas;
Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
Mantenha lixeiras bem tampadas;
deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
Limpe todos os acessórios de decoração que ficam fora de casa e evite o acúmulo de água em pneus e calhas;
Coloque repelentes elétricos próximos às janelas (o uso é contraindicado para pessoas alérgicas);
Velas ou difusores de essência de citronela também podem ser usados;
Evite produtos de higiene com perfume porque podem atrair insetos;
Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.
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