Corpo de alpinista que morreu em voo na 2ª montanha mais alta do mundo chega ao Brasil nesta quarta-feira

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Rodrigo Raineri, de 55 anos, alcançou o topo do Monte Everest três vezes, o que consolidou seu nome na história do alpinismo brasileiro. Corpo do alpinista Rodrigo Raineri será velado em Campinas
Está prevista para a tarde desta quarta-feira (10) a chegada do corpo do alpinista Rodrigo Raineri ao Brasil (SP). O brasileiro, que tinha 55 anos, morreu durante um voo de parapente na segunda montanha mais alta do mundo, no Paquistão. A causa do acidente seria um rompimento do paraquedas.
A chegada está prevista para 17h45, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Depois, ele será levado a Campinas (SP), onde será o velório.
Já o sepultamento vai acontecer em São Pedro (SP), onde Rodrigo morava. O alpinista nasceu em Ibitinga (SP). Ele deixa esposa e um filho de 22 anos.
Rodrigo Ranieri, de 55 anos, morreu em acidente com parapente no Paquistão
Reprodução/Instagram
Escalador completo
Rodrigo Raineri era considerado um escalador “completo” e estava entre os alpinistas mais técnicos do Brasil, com experiência de mais de 30 anos e atuação em rocha, gelo e alta montanha, como é descrito no site profissional do atleta.
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Ele liderou centenas de expedições pelo mundo. Foi o primeiro brasileiro a escalar três vezes o Monte Everest. Raineri se tornou o único brasileiro a guiar expedições aos sete Cumes, projeto que abrange escalar as mais altas montanhas de cada continente em 2016.
Completou a 6ª expedição à montanha mais alta do planeta, em 2019, com mais de 8,8 mil metros de altitude.
Na companhia de Vitor Negrete, formou a única dupla brasileira a escalar a Face Sul do Aconcágua, topo mais alto das Américas, a 6.962 metros de altitude, com subida considerada uma das difíceis do mundo. A conquista é um marco no montanhismo brasileiro.
Rodrigo Raineri, em escalada no Aconcágua (Argentina)
arquivo pessoal
Com o parceiro, também escalou o Aconcágua durante inverno de -30ºC. Durante a subida, enfrentaram uma tempestade de neve.
Em 2013, realizou uma de suas expedições ao topo da maior montanha do mundo, o Everest, na Ásia. Foram 67 dias de expedição. Utilizou uma máscara de oxigênio durante a subida. A temperatura chegou a -29ºC, com sensação térmica de -50ºC.
“Chegar no cume do Everest é sempre uma sensação indescritível, muito bom. Eu acho que a gente buscando grandes conquistas, realização de sonhos, a gente tem mais motivação para viver”, comentou Rodrigo à época.
Alpinista Rodrigo Raineri, em 2013, após chegar de expedição ao Aconcágua
Reprodução EPTV
Escritor, palestrante e consultor
Formado em Engenharia de Computação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Raineri também era diretor de uma empresa de turismo, além de palestrante e consultor.
O atleta somava mais de 1,8 mil palestras sobre temas motivacionais, além de áreas como segurança do trabalho, cultura e educação.
Ainda ministrava cursos de escalada e resgate, dos básicos aos mais avançados, liderou mais de uma centena de expedições no mundo todo. Rodrigo assina os livros “No Teto do Mundo” e “Imagens do Teto do Mundo”.
Em 2015, organizou uma campanha de doações de roupas e alimentos para ajudar vítimas de um terremoto no Nepal, que deixou mais de 5 mil mortos. Naquela época, o montanhista brasileiro já tinha viajado mais de 15 vezes para o país.
Rodrigo e Vitor Negrete durante subida no Aconcágua
AcervoEP
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