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STF começa a julgar acusados de mandar matar Marielle Franco A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, na terça-feira (24), o processo penal contra os acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco. O crime em 2018 também resultou na morte do motorista Anderson Gomes. ➡️O ministro Flávio Dino preside a […]

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STF começa a julgar acusados de mandar matar Marielle Franco

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, na terça-feira (24), o processo penal contra os acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco. O crime em 2018 também resultou na morte do motorista Anderson Gomes.

O ministro Flávio Dino preside a sessão na Primeira Turma. Ao abrir o julgamento, Dino descreveu o funcionamento do rito de julgamento.

Na sequência, o relator Alexandre de Moraes apresentou o relatório, um resumo com os principais andamentos do caso.
O assassinato completa oito anos em março, e esta é a primeira vez que os acusados de planejar e ordenar o ataque enfrentam julgamento no Supremo — a mais alta Corte do país (veja abaixo quem são os acusados).

Primeira Turma do STF decide se abre ação penal contra acusados do caso Marielle
Andressa Anholete/SCO/STF

O julgamento ocorre no Plenário da Primeira Turma, na sede do Supremo, em Brasília. Votam no caso os ministros integrantes do colegiado: Flávio Dino, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes (relator) e Cristiano Zanin.

Familiares de Marielle e Anderson e a sobrevivente do crime, Fernanda Chaves — ex-assessora da vereadora —acompanham a sessão. Assim como parlamentares e outras autoridades.

O julgamento começa com a apresentação do relatório do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ele apresentará um resumo com os principais andamentos do caso.

Em seguida, será a vez da acusação fazer sua exposição dos fatos. Pelas regras internas, o prazo é de uma hora, mas pode ser alterado pelo presidente da Turma.

Na sequência, as defesas terão uma hora para apresentar seus argumentos, mas este prazo também pode ser modificado pelo comando do colegiado. Só após esta etapa os ministros começam a apresentar seus votos.

Quem são os réus?
São réus no processo:

Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ);
Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão, ex-deputado federal;
Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro;
Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-policial;

Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, também conhecido como “Peixe”.
Eles respondem por homicídio qualificado pelas mortes de Marielle e Anderson e por tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves. Os irmãos Brazão e Robson Fonseca também são acusados de organização criminosa.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou que Domingos Brazão, Robson Calixto, Ronald Pereira e Rivaldo Barbosa acompanhem a transmissão do julgamento dos locais onde estão presos.
Possíveis decisões

Os ministros vão decidir pela condenação ou absolvição dos réus.
Em caso de condenação, serão fixadas as penas de cada um, de acordo com o grau de culpa.
➡Se houver absolvição, o caso é arquivado.

Em ambas as situações, cabem recursos na própria Corte.
Por que o caso está no STF?

O caso chegou ao Supremo porque Chiquinho Brazão, um dos envolvidos, tem foro privilegiado na Corte por ter ocupado o cargo de deputado federal.

Em 2024, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, acusados de matar a vereadora e o motorista foram condenados pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

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Paulistão define classificados em volta de Neymar e goleada do Santos https://oseujornal.com.br/esportes/paulistao-define-classificados-em-volta-de-neymar-e-goleada-do-santos/ https://oseujornal.com.br/esportes/paulistao-define-classificados-em-volta-de-neymar-e-goleada-do-santos/#respond Mon, 16 Feb 2026 12:33:57 +0000 https://oseujornal.com.br/esportes/paulistao-define-classificados-em-volta-de-neymar-e-goleada-do-santos/ Paulistão define classificados em volta de Neymar e goleada do Santos

A noite de domingo (15) definiu os últimos classificados às quartas de final do Campeonato Paulista. Destaque para o Santos, que recebeu o Velo Clube na Vila Belmiro e goleou por 6 a 0, no duelo que marcou a estreia de Neymar na temporada. O atacante se recuperou de uma artroscopia no joelho esquerdo. O […]

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Paulistão define classificados em volta de Neymar e goleada do Santos

A noite de domingo (15) definiu os últimos classificados às quartas de final do Campeonato Paulista. Destaque para o Santos, que recebeu o Velo Clube na Vila Belmiro e goleou por 6 a 0, no duelo que marcou a estreia de Neymar na temporada. O atacante se recuperou de uma artroscopia no joelho esquerdo.

O craque alvinegro foi a campo no segundo tempo logo depois do intervalo. O Peixe já vencia por 3 a 0, gols dos atacantes Gabriel Barbosa – o Gabigol – e Moisés e do meia Thaciano.

O camisa 10 não balançou as redes, mas nem precisou. O volante Gabriel Menino acertou um belo chute de fora da área para fazer o quarto. Depois, Gabigol anotou o quinto – e segundo dele na noite – e Benjamin Rollheiser, que entrou no lugar do artilheiro, fechou o placar em Santos (SP).

O triunfo levou o Peixe aos mesmos 12 pontos do Guarani, superando o Bugre no saldo de gols e assegurando a oitava posição, a última da zona de classificação às quartas de final. O Velo, com cinco pontos, terminou o Paulistão na 15ª posição, sendo rebaixado à Série A2 ao lado da Ponte Preta, que teve a queda decretada na rodada anterior.

Empate triplo na liderança

Nas quartas, o Alvinegro terá pela frente o Novorizontino, que finalizou a primeira fase na liderança mesmo com a derrota por 3 a 0 para o Red Bull Bragantino no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). O zagueiro Gustavo Marques, o atacante Isidro Pitta e o goleiro Cleiton, de pênalti, marcaram para o Massa Bruta. Ambas as equipes somaram 16 pontos, mas o Tigre acabou na frente pelo número de vitórias (cinco a quatro).

O Palmeiras, que empatou por 1 a 1 com o Guarani na Arena Crefisa, em Barueri, foi mais um que encerrou a participação na primeira fase com 16 pontos. O Bugre saiu na frente com Lucca, mas o também atacante Flaco Lopez igualou para o time de Abel Ferreira. O Verdão deixou o Bragantino com a terceira posição por ter mais vitórias que o rival, mas terminou em segundo, atrás do Novorizontino, devido ao menor saldo de gols.

Mesmo com o empate e a vitória do Santos, o Guarani estava se classificando às quartas até os acréscimos do jogo em Barueri. Foi então que, a 300 quilômetros dali, em Ribeirão Preto (SP), o Capivariano, com um homem a menos, abriu o marcador contra o Botafogo-SP no Santa Cruz. O gol do atacante Felipe Azevedo levou o Leão da Sorocabana aos 13 pontos, eliminando o Bugre e entrando no caminho do Palmeiras nas quartas, graças ao sétimo lugar alcançado.

Tricolor e Timão ainda na briga

Os rivais São Paulo e Corinthians também se classificaram no domingo. O Tricolor venceu a lanterna e já rebaixada Ponte Preta por 2 a 1 no Moisés Lucarelli, em Campinas (SP). O atacante Jonathan Calleri e Lucas Ramon marcaram para os visitantes e o também lateral Bryan Borges descontou para a Macaca. A equipe dirigida por Hernán Crespo somou os mesmos 13 pontos do Capivariano, mas terminou à frente, em sexto, pelo melhor saldo de gols. Nas quartas, o adversário será o Bragantino.

O Timão, por sua vez, visitou o São Bernardo no Estádio Primeiro de Maio e ganhou por 1 a 0, gol do volante André. O Alvinegro, atual campeão, foi a 14 pontos, na quinta colocação. A torcida, no entanto, foi dormir preocupada, já que o atacante Yuri Alberto sentiu o posterior da coxa nos instantes finais da partida e teve que sair carregado pelos companheiros.

O adversário corintiano nas quartas será a Portuguesa, que superou o Mirassol por 2 a 1, no Maião. Negueba colocou os anfitriões à frente, mas os também atacantes Maceió e Ewerthon decretaram a virada da Lusa, que chegou aos 15 pontos, na quarta posição, dando fim a uma invencibilidade de 24 jogos do Leão em seu estádio.

Os dias, horários e locais das partidas das quartas de final serão anunciados nesta segunda-feira (16) pela Federação Paulista de Futebol. Os confrontos serão realizados em jogo único. Novorizontino, Palmeiras, Bragantino e Portuguesa serão os mandantes, por terem campanha melhor que os adversários.

Internacional fica perto da decisão

O domingo foi marcado, também, pelos jogos de ida das semifinais do Campeonatos Gaúcho. Destaque para o Internacional, que venceu o Ypiranga por 3 a 0 no Colosso da Lagoa, em Erechim (RS). O lateral Braian Aguirre, o volante Thiago Maia e o goleiro Zé Carlos (contra) marcaram para o Colorado, que se classifica à decisão mesmo se perder por dois gols de diferença na partida de volta, sábado que vem (21), às 18h30 (horário de Brasília), no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Na outra semifinal, o Juventude segurou o empate por 1 a 1 com o Grêmio na Arena do Tricolor, na capital gaúcha. O atacante Tetê colocou o Imortal à frente e o lateral Patryck Lanza igualou para o Alviverde, que acabou o jogo com um a menos, após a expulsão do volante Léo Oliveira. A segunda partida será no próximo domingo (22), às 18h, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS).

Athletico leva empate em Londrina

Pelas semifinais do Campeonato Paranaense, o Londrina recebeu o Athlético no Estádio do Café e buscou o empate em 2 a 2, após sair na frente e sofrer a virada. Os donos da casa balançaram as redes com os volantes André Luiz e Lucas Marques. Goleador do Estadual, Felipe Chiqueti marcou dois para o Furacão e chegou a cinco na competição. O também atacante Iago Teles, do Tubarão, ainda perdeu um pênalti.

A partida de volta será no domingo que vem, às 16h, na Arena da Baixada, em Curitiba. Em caso de novo empate, o finalista será conhecido nos pênaltis.

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O Salto Quântico: Como a Computação Quântica Está Reconfigurando o Futuro da Tecnologia https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/tecnologia/https-oseujornal-com-br-cidades-o-salto-quanticoro-da-tecnologia/ https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/tecnologia/https-oseujornal-com-br-cidades-o-salto-quanticoro-da-tecnologia/#respond Wed, 31 Dec 2025 20:13:38 +0000 https://oseujornal.com.br/?p=7775 O Salto Quântico: Como a Computação Quântica Está Reconfigurando o Futuro da Tecnologia

Por Nardel Azuoz | 31 de Dezembro de 2025 Enquanto a Inteligência Artificial (IA) domina as manchetes e o Metaverso busca seu espaço, nos bastidores da ciência e da engenharia, uma revolução ainda mais fundamental se desenha: a computação quântica. Longe de ser ficção científica, essa tecnologia, que opera sob os princípios bizarros da mecânica […]

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O Salto Quântico: Como a Computação Quântica Está Reconfigurando o Futuro da Tecnologia

Por Nardel Azuoz | 31 de Dezembro de 2025

Enquanto a Inteligência Artificial (IA) domina as manchetes e o Metaverso busca seu espaço, nos bastidores da ciência e da engenharia, uma revolução ainda mais fundamental se desenha: a computação quântica. Longe de ser ficção científica, essa tecnologia, que opera sob os princípios bizarros da mecânica quântica, está gradualmente saindo dos laboratórios para prometer um poder de processamento inimaginável, capaz de resolver problemas que os supercomputadores mais avançados de hoje levariam bilhões de anos para calcular.

Além do Binário: A Essência dos Qubits

A computação clássica, base de toda a tecnologia digital que conhecemos, opera com bits – unidades de informação que podem ser 0 ou 1. A computação quântica, por sua vez, introduz o conceito de qubits. Diferente dos bits, os qubits podem ser 0, 1 ou uma combinação de ambos simultaneamente, graças a um fenômeno quântico chamado superposição.

Imagine uma moeda girando no ar: ela não é cara nem coroa até cair. Um qubit é como essa moeda girando. Essa capacidade de existir em múltiplos estados ao mesmo tempo permite que os computadores quânticos processem uma vasta quantidade de informações de forma paralela, escalando exponencialmente seu poder a cada qubit adicionado.

Emaranhamento e Interferência: Os Truques Mágicos da Física Quântica

Outros pilares da computação quântica são o emaranhamento e a interferência. O emaranhamento permite que qubits fiquem intrinsecamente conectados, de modo que o estado de um afete instantaneamente o estado do outro, mesmo que estejam a quilômetros de distância. Já a interferência é usada para amplificar as probabilidades corretas e cancelar as erradas, direcionando o cálculo para a solução desejada.

Esses fenômenos, que desafiam nossa intuição clássica, são a chave para a velocidade e a capacidade de resolução dos computadores quânticos.

Aplicações Transformadoras: De Medicamentos a Criptografia Inviolável

As promessas da computação quântica são vastas e disruptivas:

  • Descoberta de Medicamentos e Materiais: Simular moléculas complexas em nível atômico, acelerando a criação de novos fármacos, fertilizantes e materiais com propriedades inovadoras.

  • Inteligência Artificial Avançada: Otimizar algoritmos de Machine Learning, permitindo IAs mais eficientes, capazes de processar dados com uma complexidade muito maior.

  • Criptografia Inviolável e Quebra de Criptografia Atual: Desenvolver sistemas de segurança quântica (post-quântica) virtualmente impenetráveis, mas também a capacidade de quebrar os sistemas de criptografia atuais em questão de minutos.

  • Otimização e Logística: Resolver problemas de otimização em larga escala, como rotas de entrega mais eficientes, gestão de tráfego aéreo e planejamento financeiro complexo.

  • Modelagem Climática: Criar modelos climáticos mais precisos, ajudando a prever e mitigar os impactos das mudanças ambientais.

Desafios e o Longo Caminho a Percorrer

Apesar do potencial, a computação quântica ainda enfrenta desafios monumentais. Os qubits são extremamente frágeis e sensíveis a interferências ambientais (ruído), o que leva à decoerência – a perda de seu estado quântico. Construir e manter esses sistemas em ambientes controlados (muitas vezes a temperaturas próximas do zero absoluto) é uma tarefa de engenharia hercúlea.

Grandes empresas como IBM, Google, Microsoft e startups ao redor do mundo estão investindo bilhões na pesquisa e desenvolvimento, construindo os primeiros protótipos e disponibilizando o acesso a computadores quânticos através da nuvem. Ainda estamos nos primórdios da “Era Quântica”, mas cada avanço nos aproxima de um futuro onde os limites da computação são redefinidos.

O Amanhã é Quântico

A computação quântica não substituirá os computadores clássicos, mas os complementará, atuando em tarefas específicas de extrema complexidade. À medida que entramos em 2026, a corrida quântica se intensifica, prometendo uma era de descobertas e inovações que moldarão fundamentalmente o século XXI. O salto quântico está apenas começando, e suas reverberações serão sentidas em cada aspecto de nossas vidas digitais e além.

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Moraes pede comprovação do histórico clínico de Augusto Heleno https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/moraes-pede-comprovacao-do-historico-clinico-de-augusto-heleno/ https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/moraes-pede-comprovacao-do-historico-clinico-de-augusto-heleno/#respond Sat, 29 Nov 2025 16:33:04 +0000 https://oseujornal.com.br/brasil/economia/moraes-pede-comprovacao-do-historico-clinico-de-augusto-heleno/

Relator do processo da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou neste sábado (29) comprovação do histórico de saúde do general Augusto Heleno para decidir sobre pedido da defesa de cumprimento da pena de 21 anos em prisão domiciliar, devido ao diagnóstico de Alzheimer e a antecedentes de transtorno […]

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Relator do processo da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou neste sábado (29) comprovação do histórico de saúde do general Augusto Heleno para decidir sobre pedido da defesa de cumprimento da pena de 21 anos em prisão domiciliar, devido ao diagnóstico de Alzheimer e a antecedentes de transtorno depressivo e transtorno misto ansioso depressivo.

De acordo com a defesa do general, que tem 78 anos e está custodiado em uma cela especial do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, ele apresenta sintomas psiquiátricos e cognitivos desde 2018.

Em despacho, Moraes cobrou a anexação de documentos comprobatórios do histórico do estado de saúde do ex-ministro de Jair Bolsonaro.  

“Não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobada a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) – responsável por informações de inteligência sensíveis à Soberania Nacional -, uma vez que, todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024”, apontou o magistrado do STF.

A concessão do regime de prisão domiciliar em favor de Augusto Heleno recebeu parecer favorável da Procuradoria Geral da República (PGR), em manifestação publicada nesta sexta-feira (28), mas a decisão final sobre o pleito caberá ao STF.

Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Heleno junte aos autos, no prazo de 5 dias, o exame inicial que teria identificado ou registrado sintomas ou diagnóstico de demência mista (Alzheimer e vascular) e todos os relatórios, exames, avaliações médicas, neuropsicológicas e psiquiátricas produzidos desde 2018, “inclusive prontuários, laudos evolutivos, prescrições e documentos correlatos que comprovem o alegado”. 

O magistrado também solicitou “documentos comprobatórios da realização de consultas e os médicos que acompanharam a evolução da demência mista, Alzheimer e vascular durante todo esse período”.

Por fim, Moraes pediu esclarecimento, por parte da defesa, se em virtude do cargo ocupado entre 2019 e 2022, o réu teria comunicado ao serviço de saúde da Presidência da República, do Ministério ou a algum órgão seu diagnóstico de deterioração cognitiva.

Condenação

Augusto Heleno, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais cinco aliados começaram a cumprir pena nesta terça-feira (25) após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do processo para os réus do Núcleo 1 da trama golpista que planejava impedir a posse de Luís Inácio Lula da Silva como presidente da República em 2023..

A condenação ocorreu no dia 11 de setembro. Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou os sete réus pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
  • Deterioração de patrimônio tombado.

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STF DÁ FIM À TRAMA GOLPISTA: Trânsito em Julgado é Reconhecido, e Condenações de Bolsonaro, Torres e Ramagem se Tornam Definitivas https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/stf-da-fim-a-trama-golpista-transito-em-julgado-e-reconhecido-e-condenacoes-de-bolsonaro-torres-e-ramagem-se-tornam-definitivas/ https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/stf-da-fim-a-trama-golpista-transito-em-julgado-e-reconhecido-e-condenacoes-de-bolsonaro-torres-e-ramagem-se-tornam-definitivas/#respond Tue, 25 Nov 2025 18:35:55 +0000 https://oseujornal.com.br/?p=3846 STF DÁ FIM À TRAMA GOLPISTA: Trânsito em Julgado é Reconhecido, e Condenações de Bolsonaro, Torres e Ramagem se Tornam Definitivas.

Foto: Gemini Por Nardel Azuoz Ministro Alexandre de Moraes agora pode converter a prisão preventiva de Bolsonaro em definitiva e expedir mandados para o início imediato do cumprimento das penas. O Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou nesta terça-feira (25 de novembro de 2025) o trânsito em julgado da ação penal da chamada “trama golpista” para […]

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STF DÁ FIM À TRAMA GOLPISTA: Trânsito em Julgado é Reconhecido, e Condenações de Bolsonaro, Torres e Ramagem se Tornam Definitivas.

Foto: Gemini

Por Nardel Azuoz

Ministro Alexandre de Moraes agora pode converter a prisão preventiva de Bolsonaro em definitiva e expedir mandados para o início imediato do cumprimento das penas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou nesta terça-feira (25 de novembro de 2025) o trânsito em julgado da ação penal da chamada “trama golpista” para o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da ABIN.

A decisão, tomada após o prazo final para a apresentação dos segundos embargos de declaração se encerrar na segunda-feira (24), marca o esgotamento dos recursos na instância superior contra as condenações. Na prática, este é o passo final na fase de conhecimento do processo e abre o caminho para o início imediato da execução das penas impostas aos réus.

O Significado do Trânsito em Julgado

O trânsito em julgado é um termo jurídico que significa que uma decisão judicial se tornou definitiva, não podendo mais ser objeto de recurso. No contexto do STF, o reconhecimento deste marco para Bolsonaro, Torres e Ramagem decorre da rejeição unânime dos primeiros embargos de declaração pela Primeira Turma da Corte, em 14 de novembro, e da ausência de novos recursos dentro do prazo legal.

Com isso, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, já pode determinar o início do cumprimento da pena para os três condenados.

As Condenações e as Penas

Os réus foram condenados em setembro pelo STF por comandarem e participarem de uma tentativa de golpe de Estado. As penas estabelecidas foram:

  • Jair Bolsonaro: 27 anos e três meses de reclusão em regime inicial fechado, além de multa. Ele foi considerado o líder da organização criminosa.

  • Anderson Torres: 24 anos de reclusão em regime inicial fechado, mais multa.

  • Alexandre Ramagem: 16 anos de reclusão em regime inicial fechado, mais multa. Sua pena foi menor por ter sido beneficiado pela suspensão parcial da ação penal após assumir o cargo de deputado federal, respondendo apenas por crimes anteriores à diplomação.

Os réus faziam parte do chamado Núcleo 1 da trama golpista, que também inclui outros condenados cujos processos se encaminham para o trânsito em julgado.

Os Próximos Passos e a Situação dos Réus

A fase atual é a de execução da pena, sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.

1. Jair Bolsonaro

O ex-presidente, que completou 70 anos e tem alegado problemas de saúde, já estava preso preventivamente desde o último sábado (22), na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, após tentar violar a tornozeleira eletrônica que o monitorava em prisão domiciliar.

  • Execução: Com o trânsito em julgado, a prisão preventiva pode ser convertida em prisão definitiva para início do cumprimento da sentença de 27 anos e 3 meses.

  • Local de Custódia: A defesa deve insistir no pedido para que Bolsonaro cumpra a pena em casa (prisão domiciliar) ou em sala especial da PF. A jurisprudência do STF garante a ex-presidentes o direito de custódia em sala especial, segregada de outros detentos, o que pode mantê-lo na PF ou em local equivalente.

2. Anderson Torres

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do DF antecipou-se ao trânsito em julgado e, por meio de sua defesa, já solicitou que, caso a execução da pena fosse determinada, ele não fosse enviado a um presídio comum, mas sim para a Superintendência da PF em Brasília ou para um Batalhão da Polícia Militar.

3. Alexandre Ramagem

O deputado federal Alexandre Ramagem está em uma situação particular: ele é considerado foragido da Justiça brasileira. Após ser condenado, Ramagem deixou o país e se encontra nos Estados Unidos, alegando estar buscando proteção para si e sua família.

  • Execução: O trânsito em julgado reforça a necessidade de cumprimento da pena, e a situação de foragido pode levar a medidas como a inclusão de seu nome na lista da Interpol e a abertura de um processo de extradição.

O que os Recursos Pretendiam

Apesar de a defesa de Bolsonaro ter manifestado intenção de apresentar um recurso diferente, os chamados embargos infringentes – cabíveis em decisões não unânimes (com pelo menos dois votos divergentes) – a decisão do relator em reconhecer o trânsito em julgado frustrou essa estratégia.

O recurso mais recente rejeitado (embargos de declaração) buscava sanar possíveis omissões, obscuridades ou contradições na decisão condenatória, mas a Corte entendeu que ele visava apenas rediscutir o mérito da condenação.

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Quatro ex-presidentes do Brasil foram presos nos últimos sete anos: um retrato da instabilidade política recente https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/quatro-ex-presidentes-do-brasil-foram-presos-nos-ultimos-sete-anos-um-retrato-da-instabilidade-politica-recente/ https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/quatro-ex-presidentes-do-brasil-foram-presos-nos-ultimos-sete-anos-um-retrato-da-instabilidade-politica-recente/#respond Mon, 24 Nov 2025 21:20:18 +0000 https://oseujornal.com.br/?p=3840 Quatro ex-presidentes do Brasil foram presos nos últimos sete anos: um retrato da instabilidade política recente

Por Nardel Azuoz Prisões de líderes que já ocuparam o cargo mais alto do país refletem um período de forte judicialização da política e desgaste institucional. Nos últimos sete anos, o Brasil viveu um cenário político marcado por turbulências, polarização intensa e forte atuação do Judiciário em casos envolvendo a alta cúpula da República. Esse […]

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Quatro ex-presidentes do Brasil foram presos nos últimos sete anos: um retrato da instabilidade política recente

Por Nardel Azuoz

Prisões de líderes que já ocuparam o cargo mais alto do país refletem um período de forte judicialização da política e desgaste institucional.

Nos últimos sete anos, o Brasil viveu um cenário político marcado por turbulências, polarização intensa e forte atuação do Judiciário em casos envolvendo a alta cúpula da República. Esse contexto resultou em um fato inédito na história do país: quatro ex-presidentes brasileiros foram presos nesse curto período, consolidando um ciclo de desgaste institucional sem precedentes desde a redemocratização.

Lula: a prisão que dividiu o país

Em abril de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso após condenação na Operação Lava Jato, em um processo que mais tarde seria anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A detenção provocou enorme comoção nacional e internacional, além de acirrar a polarização política no país. Lula passou 580 dias na sede da Polícia Federal, em Curitiba.

Michel Temer: detido duas vezes por desdobramentos da Lava Jato

Em 2019, o ex-presidente Michel Temer também foi preso no âmbito de investigações ligadas à Lava Jato do Rio de Janeiro. Ele foi detido em março e novamente em maio do mesmo ano, acusado de envolvimento em esquemas de corrupção. Temer sempre negou as acusações e acabou liberado por decisão judicial posteriormente.

Fernando Collor: condenado e preso após anos de investigações

O ex-presidente Fernando Collor de Mello enfrentou um longo histórico de processos, que se estendeu desde o seu impeachment em 1992 até sua condenação em 2023 pelo Supremo Tribunal Federal. Collor foi sentenciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, ficando detido após decisão da Corte.

Jair Bolsonaro: prisão histórica e politicamente explosiva

Em 2025, o país registrou mais um capítulo marcante com a prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, cumprindo ordem judicial após desdobramentos de investigações envolvendo tentativa de subversão do Estado Democrático de Direito. A detenção gerou forte mobilização de apoiadores e críticas de opositores, reativando tensões políticas profundas.


O impacto das prisões na democracia brasileira

Analistas políticos apontam que a repetida prisão de ex-presidentes revela não apenas um rigor maior das instituições, mas também um cenário onde a política brasileira se tornou palco de investigações complexas e conflitos entre Poderes.

Para especialistas, os casos evidenciam a fragilidade do sistema político, a força de operações de combate à corrupção e os desafios de consolidar uma democracia sólida em meio a disputas partidárias e narrativas extremadas.

 

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O Último Ato do Golpismo: Como a Justiça Encurrala Bolsonaro e Redefine a Democracia https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/o-ultimo-ato-do-golpismo-como-a-justica-encurrala-bolsonaro-e-redefine-a-democracia/ https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/o-ultimo-ato-do-golpismo-como-a-justica-encurrala-bolsonaro-e-redefine-a-democracia/#respond Sat, 22 Nov 2025 14:40:08 +0000 https://oseujornal.com.br/?p=3814 A Queda de um Ícone: O Efeito Sísmico da Prisão de Bolsonaro no Futuro da Democracia

Por Nardel Azuoz A Queda de um Ícone: O Efeito Sísmico da Prisão de Bolsonaro no Futuro da Democracia A eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é um tema que domina o debate político brasileiro, representando mais do que uma questão legal individual; ela simboliza uma potencial ruptura e a chegada a um “ponto sem […]

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A Queda de um Ícone: O Efeito Sísmico da Prisão de Bolsonaro no Futuro da Democracia

Por Nardel Azuoz

A Queda de um Ícone: O Efeito Sísmico da Prisão de Bolsonaro no Futuro da Democracia

A eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é um tema que domina o debate político brasileiro, representando mais do que uma questão legal individual; ela simboliza uma potencial ruptura e a chegada a um “ponto sem retorno” na trajetória da democracia do país. Este cenário complexo envolve investigações sobre a tentativa de golpe de Estado, o uso de ferramentas digitais para disseminar desinformação, e a polarização social que atinge níveis históricos.

As investigações que pesam sobre Bolsonaro e seu círculo mais próximo são multifacetadas e de alta gravidade.

  • Tentativa de Golpe de Estado: O inquérito mais crítico envolve a alegação de que houve um planejamento e ações concretas para subverter a ordem democrática após o resultado das eleições de 2022. Documentos e depoimentos sugerem a articulação de um plano para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

  • Abuso de Poder e Desinformação: Outras frentes incluem o uso da máquina pública e de redes sociais para a produção e disseminação massiva de fake news e ataques às instituições, notadamente o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  • Fraude em Cartões de Vacinação e Outros Casos: Embora de menor impacto institucional, casos como a suposta fraude nos cartões de vacinação reforçam a percepção de um padrão de desrespeito às normas legais.

O andamento desses inquéritos, sob a supervisão do STF, tem revelado indícios considerados robustos pelas autoridades, culminando em operações de busca e apreensão e na prisão de aliados próximos.

O conceito de “ponto sem retorno” aqui não se refere à destruição da democracia, mas sim à impossibilidade de o sistema político brasileiro voltar ao seu estado anterior – pré-2018 – de polarização e institucionalidade.

A prisão de um ex-presidente, sobretudo um que ainda detém uma base de apoio significativa, enviaria uma mensagem clara: nenhum líder está acima da lei, independentemente de seu cargo ou popularidade.

  • Fortalecimento das Instituições: A concretização de uma responsabilização judicial seria um marco que reafirma a autonomia e a capacidade de resposta do STF e do sistema de justiça frente a ameaças antidemocráticas. Isso cimentaria a ideia de que o Brasil tem mecanismos de defesa para a sua democracia.

  • Fim da Impunidade Simbólica: A punição por crimes políticos graves, como a tentativa de golpe, fecharia a porta para futuras aventuras autoritárias, estabelecendo um precedente legal e político inédito na história recente do país.

Por outro lado, a prisão tem o potencial de não pacificar o cenário, mas sim de radicalizar a oposição política.

  • Narrativa de Perseguição: A base de Bolsonaro, nutrida pela desinformação, tenderá a interpretar a prisão não como um ato de justiça, mas como uma “perseguição política” orquestrada pelas elites e pela Justiça. Isso pode catalisar o apoio e transformar o ex-presidente em um mártir político.

  • Estruturação da Oposição: A prisão forçaria a extrema-direita brasileira a se reorganizar sem seu líder carismático no comando direto, potencialmente levando à emergência de novos rostos ou à consolidação de uma estrutura ideológica mais robusta e menos dependente de um único indivíduo, tornando-a uma força permanente e estruturada no cenário político, mesmo na ausência de Bolsonaro.

Independentemente do desfecho legal (prisão, condenação ou absolvição), o Brasil já está em um novo patamar político. O divisor de águas não é o ato da prisão em si, mas o fato de as ameaças e as consequências de um projeto antidemocrático terem sido expostas em sua plenitude.

A democracia brasileira demonstrou resiliência ao resistir ao ataque mais grave desde a redemocratização. O desafio futuro será gerenciar a polarização extrema e garantir que a reafirmação do Estado de Direito não seja vista por metade da população como um ato de guerra política. O ponto sem retorno, portanto, é a consciência coletiva de que a democracia precisa ser vigilante e que a lei deve ser aplicada a todos para que o sistema sobreviva.

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Ouvidoria pede imagens das câmeras corporais de PMs que entraram armados em escola de SP https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/ouvidoria-pede-imagens-das-cameras-corporais-de-pms-que-entraram-armados-em-escola-de-sp/ https://oseujornal.com.br/brasil/noticias/ouvidoria-pede-imagens-das-cameras-corporais-de-pms-que-entraram-armados-em-escola-de-sp/#respond Thu, 20 Nov 2025 15:20:30 +0000 https://oseujornal.com.br/?p=3804 Ouvidoria pede imagens das câmeras corporais de PMs que entraram armados em escola de SP

Órgão quer acesso às gravações para esclarecer por que policiais militares entraram armados na unidade escolar e avaliar possível violação de protocolos de segurança. Por Nardel Azuoz A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo solicitou a abertura de investigação e requisitou as gravações das câmeras corporais (bodycams) dos policiais militares que entraram armados […]

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Ouvidoria pede imagens das câmeras corporais de PMs que entraram armados em escola de SP

Órgão quer acesso às gravações para esclarecer por que policiais militares entraram armados na unidade escolar e avaliar possível violação de protocolos de segurança.

Por Nardel Azuoz

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo solicitou a abertura de investigação e requisitou as gravações das câmeras corporais (bodycams) dos policiais militares que entraram armados na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Antônio Bento, localizada no bairro Caxingui, zona oeste da capital, no último dia 12. O episódio ocorreu após uma queixa relacionada a uma atividade pedagógica que incluía um desenho de orixá, gerando forte repercussão política e social.

Segundo informações divulgadas, a entrada dos PMs armados na escola foi motivada por uma denúncia feita pelo pai de uma aluna de quatro anos, que também é policial militar. Ele teria se incomodado com a atividade escolar, interpretando-a como um ensinamento religioso de matriz africana pela presença de desenho da orixá Iansã.

Relatórios apontam que os agentes teriam agido com truculência e adotado postura autoritária com a diretora da escola. De acordo com a Ouvidoria, além das imagens das câmeras corporais, também serão requisitadas as filmagens do circuito interno da instituição para uma apuração mais ampla.

O ouvidor da Polícia de São Paulo, Mauro Caseri, afirmou em nota que abriu procedimento para que a Corregedoria da PM investigue a conduta dos policiais, reivindicando “rigor e celeridade” no processo. Ele também afirmou que indicativos de racismo religioso devem ser apurados com seriedade e que, caso comprovados, ações corretivas serão adotadas.

Além disso, a Ouvidoria anunciou a intenção de instaurar um procedimento paralelo para apurar a conduta do pai da estudante, que acionou os policiais e é servidor público da segurança.

Paralelamente, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) também entrou na investigação. Segundo ele, foram solicitadas cópias das gravações das câmeras corporais dos PMs, bem como imagens internas da escola, identificação dos agentes e relato do acionamento que motivou a entrada policial.  O MP ainda pediu informações à Secretaria Municipal de Educação sobre o suporte dado à escola após o episódio, bem como dados sobre a participação do pai da criança.

A direção da EMEI Antônio Bento declarou, segundo relatos, que a atividade da criança faz parte de um trabalho coletivo de turmas, e não configura doutrinação religiosa. A escola afirma ainda que segue as diretrizes legais, com base na Lei Federal nº 10.639/03, que exige o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira no currículo da educação básica.

Por sua vez, o Sindicato dos Profissionais de Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) repudiou a entrada dos PMs, afirmando que o episódio gerou “constrangimento, intimidação e profundo abalo emocional” para a equipe docente.

A solicitação da Ouvidoria ocorre em um momento em que o uso de câmeras corporais pela Polícia Militar de São Paulo ainda enfrenta obstáculos. De acordo com estudos da Defensoria Pública, nem sempre as gravações são disponibilizadas aos órgãos de controle: em levantamento de 457 casos, quase metade das solicitações de acesso não obteve resposta, ou não resultou em imagens utilizáveis.

Além disso, há denúncias de manipulação de câmeras por parte de agentes: reportagens anteriores apontaram que PMs teriam aprendido a burlar o sistema de armazenamento, comprometendo a efetividade das gravações como instrumento de transparência institucional.

O que está em jogo

Transparência e responsabilização: O pedido da Ouvidoria representa um mecanismo de prestação de contas e busca entender se houve abuso de autoridade por parte dos policiais.

Liberdade religiosa e escolar: O episódio levanta debate sobre a condução de atividades pedagógicas que envolvem aspectos culturais e religiosos afro-brasileiros, bem como a reação institucional e familiar a essas abordagens.

Direitos dos agentes e da população: O uso de câmeras corporais deveria servir como ferramenta de proteção tanto para a população quanto para os próprios policiais, mas desafios operacionais e estruturais ameaçam cumprir essa função plenamente.

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STF se aproxima de ordem de prisão de Bolsonaro após publicação de ata https://oseujornal.com.br/politica/stf-se-aproxima-de-ordem-de-prisao-de-bolsonaro-apos-publicacao-de-ata/ https://oseujornal.com.br/politica/stf-se-aproxima-de-ordem-de-prisao-de-bolsonaro-apos-publicacao-de-ata/#respond Tue, 18 Nov 2025 19:27:55 +0000 https://oseujornal.com.br/?p=3799

Ata publicada pelo STF encerra última fase recursal e aproxima decisão sobre possível prisão de Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução Documento oficializa entendimento da Corte e abre caminho para próxima etapa do processo Por Nardel Azuoz A publicação da ata de julgamento que rejeitou o último recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro marca um novo […]

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Ata publicada pelo STF encerra última fase recursal e aproxima decisão sobre possível prisão de Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Documento oficializa entendimento da Corte e abre caminho para próxima etapa do processo

Por Nardel Azuoz A publicação da ata de julgamento que rejeitou o último recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro marca um novo momento no Supremo Tribunal Federal (STF) e aproxima a Corte de uma eventual ordem de prisão contra o ex-chefe do Executivo. O documento, divulgado nesta terça-feira, consolida a posição dos ministros e encerra mais uma etapa processual considerada essencial para o avanço do caso.

Segundo juristas consultados por analistas políticos, a ata funciona como o marco formal que dá início à contagem dos prazos finais, permitindo que o relator do processo — e posteriormente o plenário, caso necessário — tome decisões mais duras. Com isso, a possibilidade de expedição de mandado de prisão deixa de ser apenas uma hipótese debatida nos bastidores e passa a integrar, de forma concreta, o horizonte jurídico do caso.

Recurso final rejeitado

O julgamento em questão tratava de um recurso derradeiro apresentado pela defesa de Bolsonaro, que buscava reverter uma decisão anterior ligada ao inquérito que apura ataques às instituições democráticas. A maioria dos ministros rejeitou os argumentos, afirmando que não há elementos novos capazes de modificar o entendimento já firmado pela Corte.

Com a ata publicada, a decisão torna-se oficialmente válida e permite ao STF dar continuidade às medidas cabíveis. No ambiente jurídico, esse passo é considerado decisivo e costuma anteceder eventuais determinações como execução penal, ordem de prisão ou outras sanções previstas.

Clima de tensão no entorno político

O avanço do processo aumenta a pressão no cenário político, especialmente entre aliados de Bolsonaro, que vêm se mobilizando publicamente para criticar o Supremo e afirmar que a medida seria uma “escalada” institucional. Ao mesmo tempo, opositores veem o gesto como um marco de responsabilização.

Nos bastidores de Brasília, parlamentares relataram um clima de tensão crescente. A possibilidade de prisão do ex-presidente já vinha sendo debatida, mas a formalização da ata fortaleceu a expectativa de que o STF encerre em breve as etapas pendentes.

Próximos passos

Com todos os recursos esgotados no âmbito do STF, o processo entra agora na fase em que o relator pode determinar o cumprimento de medidas definitivas. A Procuradoria-Geral da República também deve se manifestar, podendo influenciar o ritmo das ações.

Embora não haja prazo oficial para a decisão final, fontes próximas ao tribunal afirmam que o desfecho pode ocorrer mais rapidamente do que o previsto, justamente devido à robustez dos votos e à conclusão formal do julgamento.

Impacto para o cenário nacional

A eventual prisão de um ex-presidente da República representaria um acontecimento de grande impacto político, jurídico e simbólico, reacendendo debates sobre democracia, responsabilização e limites institucionais.

Enquanto isso, Bolsonaro segue orientando aliados a tratar o caso como “perseguição política”, segundo interlocutores, tentando mobilizar sua base em meio às crescentes especulações.

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STF nega recurso de Bolsonaro e definição de prisão na Papuda fica mais próxima https://oseujornal.com.br/politica/stf-nega-recurso-de-bolsonaro-e-definicao-de-prisao-na-papuda-fica-mais-proxima/ https://oseujornal.com.br/politica/stf-nega-recurso-de-bolsonaro-e-definicao-de-prisao-na-papuda-fica-mais-proxima/#respond Mon, 17 Nov 2025 13:40:53 +0000 https://oseujornal.com.br/?p=3782 STF nega recurso de Bolsonaro e definição de prisão na Papuda fica mais próxima

Com a rejeição dos embargos de declaração, o ex-presidente Jair Bolsonaro caminha para o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado, possivelmente no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Por Nardel Azuoz A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração apresentados pelos […]

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STF nega recurso de Bolsonaro e definição de prisão na Papuda fica mais próxima

Com a rejeição dos embargos de declaração, o ex-presidente Jair Bolsonaro caminha para o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado, possivelmente no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Por Nardel Azuoz

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração apresentados pelos advogados de Jair Messias Bolsonaro. Com isso, a condenação do ex-presidente por participação na trama golpista é mantida. O relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, foi responsável por analisar os argumentos da defesa e, em voto extenso, concluiu que não havia omissões, contradições ou obscuridades que justificassem a anulação ou revisão das penas.

Pena e condenação

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e por participação em grupo criminoso voltado à abolição do Estado Democrático de Direito. Além dele, outros seis réus — ligados ao seu núcleo mais próximo — também tiveram seus recursos negados.

Por que a Papuda?

Com os embargos rejeitados, abre-se o caminho para que a execução da pena seja decretada. Segundo a legislação e a jurisprudência, a pena pode começar a ser cumprida em regime fechado, especialmente por conta da gravidade da condenação. O ministro Alexandre de Moraes deverá decidir o local exato da prisão. A hipótese mais forte é que Bolsonaro vá para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Outra possibilidade mencionada nos relatórios é que ele fique em uma ala especial da Polícia Federal, por conta de seu histórico e relevância institucional.

Saúde e alternativas defendidas pela defesa

A defesa de Bolsonaro já adiantou que pode apresentar novos argumentos com base em motivos de saúde. Segundo relatos, há laudos médicos que indicam problemas físicos e de refluxo, além de outras complicações. Por essa razão, não se descarta a possibilidade de prisão domiciliar ou de medidas humanitárias, conforme precedentes judiciais (como no caso do ex-presidente Fernando Collor).

Próximos passos jurídicos

Após a publicação do acórdão, que consolida oficialmente a decisão do STF, a defesa tem prazo para tentar novos recursos. Um dos caminhos mencionados é o uso dos embargos infringentes, que podem ser apresentados se houver divergência entre os ministros. No entanto, para que esses embargos sejam admitidos pelo STF, é necessário que haja pelo menos dois votos divergentes sobre a decisão original — o que, segundo fontes, não ocorreu no julgamento recente. Se não houver mais recursos ou se forem rejeitados, será possível decretar a prisão definitiva — ou pelo menos iniciar a execução da pena — dentro dos próximos dias, dependendo da publicação do acórdão.

Impacto político e institucional

A decisão do STF representa um momento histórico: é raro que um ex-presidente da República receba uma condenação tão pesada, especialmente por crimes considerados graves contra a ordem democrática. Se for confirmada a ida à Papuda, a medida terá repercussão política nacional e internacional, e certamente será vista como um marco nas relações entre Poder Judiciário, Executivo e a democracia brasileira. Além disso, a medida pode inflamar debates dentro dos apoiadores de Bolsonaro, que já vinham relatando críticas à condução do processo por Alexandre de Moraes.

Conclusão

Com a recusa do recurso pelo STF, Jair Bolsonaro dá mais um passo rumo ao cumprimento de uma pena longa, possivelmente em regime fechado no presídio da Papuda. Embora ainda haja espaço para recursos, os próximos movimentos dependem da publicação oficial da decisão e da estratégia da defesa para eventualmente recorrer com embargos infringentes ou pleitear condições especiais por motivos de saúde.

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