Beneficiados do Auxílio Brasil têm dificuldade para pagar o consignado

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Diversas famílias brasileiras são beneficiadas pelo Auxílio Brasil, programa social dedicado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.

Foi autorizado um consignado com o valor das parcelas a ser descontado diretamente do benefício, no entanto, o que parecia uma boa ideia, deixou diversas famílias com arrependimentos.

Foi o que aconteceu com Ianca Souza e Terezinha Medeiros. Ambos se beneficiam do auxílio, e para conseguir arcar com uma urgência pessoal, solicitam o crédito consignado. Porém, quase dois meses depois, tudo o que restou foi o arrependimento e uma dívida para pagar.

Com apenas 15 dias do produto liberado, a Caixa Econômica Federal contabilizou cerca de 1,6 milhão de empréstimos feitos para os beneficiários do Auxílio Brasil.

Chegou como um alívio, mas logo se tornou um pesadelo para muitas famílias. No momento de urgência, o empréstimo foi solicitado para pagar dívidas, como aluguel, entre outras necessidades da população.

Mas o arrependimento chega logo a primeira parcela é descontada do benefício. Isso porque para muitas pessoas o valor repassado pelo programa social é a única renda mensal, e, como se é de imaginar, é quase impossível sobrar algum saldo para honrar dívidas além dos gastos essenciais.

Terezinha, de 57 anos, trabalhava como cuidadora de idosos, mas, por motivo de doença, teve que deixar o serviço. Ela conta que teve que deixar de pagar sua conta de luz, pois não tinha de onde conseguir o dinheiro para controlado o pagamento.

Ao fazer o empréstimo, o atendente havia lhe dito que o valor só seria descontado da parcela dois meses depois, em dezembro, porém não foi o que aconteceu.

A opinião de outros beneficiários também são significativas. Ianca, moradora de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, conta que o valor descontado da parcela é alto demais e que isso lhe traz arrependimentos.

As famílias que contavam com o valor total do benefício para pagar as despesas básicas se veem tendo que sobreviver com um valor bem menor. “O primeiro mês que veio menos foi horrível, preciso pedir ajuda pra conseguir dar conta. Se eu pudesse voltar atrás, não tinha pegado”, conta Ianca.

Já outra beneficiária conta que não se arrepende de ter feito o empréstimo consignado. Ela diz que precisava do dinheiro para pagar contas e comprar comida, porém ela afirma ter tido dificuldades para arcar com todos os seus compromissos no mês em que foi descontada a primeira parcela.

Diversas contestações foram feitas sobre o consignado dedicado aos beneficiários do Auxílio Brasil. O último, no dia 30 de novembro, foi feito pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).

De modo geral, compreende-se como delicada a situação de se conceder concessão a quem, via de regra, já tem dificuldades com as contas básicas do mês.

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