Azul, solitária e difícil de ser fotografada: saiba mais sobre a abelha carpinteira

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Com ocorrência no Sudeste Asiático, Índia e sul da China, inseto faz parte de gênero com mais de 700 espécies. As abelhas do gênero Xylocopa são conhecidas por ser ótimas polinizadoras
Stephan Walgenbach/iNaturalist
Com mais de 700 espécies, as abelhas do gênero Xylocopa estão espalhadas pelo globo e são conhecidas como abelhas carpinteiras, porque costumam criar os ninhos em troncos, vigas de madeira e cercas de madeira conservada.
Entre tantas espécies, uma em especial chama atenção pela coloração azul: a Xylocopa caerulea.
“Sua coloração chama atenção pelo azul intenso e brilhante. A coloração dela, assim como de muitas outras espécies, se deve ao processo evolutivo, mas não se sabe ao certo quais motivos da seleção natural levou essa espécie a ter essa característica, como sucesso reprodutivo ou camuflagem”, explica o especialista em abelhas Thiago Araújo de Jesus.
A coloração azul é o diferencial da abelha carpinteira azul
msone/INaturalist
De acordo com ele, os melancitos – células responsáveis pela síntese proteica de melanina, a proteína que confere a coloração – absorvem todas as outras cores e refletem apenas a azul.
Diferentemente de outros insetos, como as borboletas em que as asas são compostas por escamas que têm estruturas reflexivas, as abelhas têm pilos ou pelos.
Essa abelha azul ocorre no Sudeste Asiático, na Índia e no sul da China. Apesar de não ser estar ameaçada de extinção, é uma abelha difícil de ser fotografada que desapareceu de algumas regiões por conta do desmatamento, segundo a bióloga e especialista em abelhas Yara Roldão.
“Essa espécie é uma abelha solitária, que não vive em colônias organizadas com rainhas e operárias. Somente a fêmea possui ferrão e ela que é a responsável por criar o ninho e botar os ovos”, diz.
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Abelha carpinteira azul ocorre no Sudeste Asiático, Índia e sul da China.
Taipingling/iNaturalist
No caso das abelhas carpinteiras, o ferrão é liso e não serrilhado. Desse modo, o inseto consegue manter ele no próprio corpo após ferroar alguém.
Geralmente as fêmeas depositam um ovo dentro do ninho, em uma estrutura simples de cera com alimentos. “O alimento é mel e pólen. A fêmea fica por perto durante poucos dias e logo depois sai para fazer outros ninhos”, diz Thiago.
Somente as fêmeas da abelha carpinteira azul possuem ferrão
Luke Mackin/iNaturalist
A larva, por sua vez, se desenvolve dentro dessa estrutura, se torna pupa, e emerge um indivíduo novo pronto para voar e sair da toca pela primeira vez em busca do próprio alimento.
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