
A investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelou um esquema complexo de lavagem de dinheiro que envolve postos de combustíveis e padarias na capital paulista, com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As autoridades suspeitam que esse esquema bilionário visa ocultar bens e movimentações financeiras do grupo criminoso, ampliando o alcance das investigações sobre a lavagem de dinheiro em São Paulo.
Tudo começou quando Maria Edenize recebeu empresas de sua vizinha, Ellen Bianca de Franca Santana Resende, uma cuidadora com salário de R$ 1,4 mil. Ellen, por sua vez, havia recebido os negócios de Alexandre Motta de Souza, alvo de um mandado de busca da Polícia Federal. Uma das lojas de conveniência permanece registrada em nome de Ellen Bianca.
Alexandre Motta de Souza e sua esposa, Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza, são investigados por fraudes envolvendo adulteração de combustível e manipulação de bombas. Luciane é sócia de 12 empresas ligadas ao contador Lucas Tomé Assunção, conforme o Ministério Público.
Relações com Operadores de Fraude e Lavagem de Dinheiro no PCC
Lucas Tomé Assunção é citado como contador de Mohamad Hussein Mourad, considerado um dos principais operadores de um esquema de fraudes fiscais, contábeis, estelionato e lavagem de dinheiro. A padaria Iracema, além dos CNPJs registrados por Maria Edenize, tem um cadastro em nome de Tharek Majide Bannout, parente de Mohamad Hussein Mourad. Bannout também aparece como sócio das padarias Nova Salamanca, Nova Copacabana, Bella Suil e Bella Portugal, de acordo com a promotoria.
Entre o final de 2023 e 2024, Tharek Bannout passou a integrar o quadro societário de sete postos de combustíveis em São Paulo, negócios intermediados por Renan Cepeda Gonçalves, ex-sócio da Rede Boxter. Esse grupo já foi alvo da Operação Rei do Crime, que apura crimes financeiros e ligação com o PCC.












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