9 de julho: museu em Cruzeiro faz exposição com mais de 500 itens da Revolução Constitucionalista

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Vale do Paraíba foi palco de batalhas da revolução de 1932. Com mais de 500 itens, museu de Cruzeiro mostra itens da Revolução Constitucionalista
O feriado de 9 de julho no estado de São Paulo faz referência à Revolução Constitucionalista de 1932, que ficou marcada pelo conflito entre São Paulo e o governo de Getúlio Vargas. Em Cruzeiro, no interior de São Paulo, é possível ter acesso a diversos itens desse conflito no Museu Major Novaes.
No local, há uma exposição com mais de 500 itens relacionados à Revolução Constitucionalista. São armas, munições, uniformes, minas desativadas e outros itens. A exposição ocorre até dezembro deste ano.
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Itens da Revolução Constitucionalista em museu de Cruzeiro
Reprodução
Grande parte dos itens em exposição foi emprestado pelo colecionador e pesquisador da revolução de 1932, José Maria de Azevedo Paiva. Ele emprestou ao museu mais de 300 artefatos, sendo 90% itens originais e 10% réplicas montadas por ele mesmo.
O colecionador afirma que começou a coleção há 20 anos. Alguns itens foram comprados, enquanto outros ganhou de combatentes ou familiares dos combatentes. Para ele, os itens que mais se destacam são as munições, bombas desativadas e baionetas que foram usadas pelos soldados.
O Museu Major Novaes fica localizado na Avenida Jorge Tibiriçá, número 1420, na Vila Canevari, em Cruzeiro. O funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.
Itens da Revolução Constitucionalista em museu de Cruzeiro
Reprodução
Participação do Vale do Paraíba na revolução
Algumas batalhas da Revolução Constitucionalista ocorrem na região do Vale do Paraíba, ujustamente por ser uma região intermediaria, que faz fronteira com o Rio de Janeiro, que na época era a capital do país, e Minas Gerais, que lutava ao lado de Vargas.
De acordo com Carlos Roberto, a região no meio dos três estados contava com linhas férreas que permitiam o transporte de armamento, carga e abastecimento. Além disso, o Vale também é protegido pela Serra da Mantiqueira e pelo mar, que estabeleciam uma posição privilegiada.
O Túnel da Mantiqueira foi, segundo historiadores, onde as batalhas mais sangrentas ocorreram. Ali foi construída uma linha de resistência paulista, onde centenas de pessoas morreram. Ainda hoje, é possível encontrar resquícios dessa guerra no local.
* Gabriel Blois Moreira colaborou sob a supervisão de Danilo Sardinha
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